Como Diria Carl Gustav Jung – EU SEI

Introdução:

Imagine uma pessoa que, por algum motivo qualquer, queira aprender a dirigir um carro. Essa pessoa nunca dirigiu um automóvel, mas, ouviu falar desse negócio chamado carro, e se interessou. Por conseguinte, ela estabelece um objetivo, “aprenderei a dirigir um carro”. Então, baseada na fé de que ela um dia poderá dirigir, ela inicia a sua busca por seu objetivo.

 

A busca pelo EU SEI:

Com o tempo, então, essa pessoa passa a adquirir conhecimento de como dirigir um carro. Fala com um vizinho, assiste uns videozinhos no YouTube, observa enquanto está no carona, etc., infinitas possibilidades de transferência de informação, ou seja, no universo há infinitas formas de se aprender algo. Essa é a etapa de aquisição de conhecimento intelectual.

Após a aquisição de conhecimento, essa pessoa passa então a crer que ela seja capaz de dirigir um carro. O conhecimento adquirido permite a ela, racionalizar, pelo menos parcialmente, o processo de dirigir um automóvel, nesse caso. Conforme ela racionaliza, os “pontos são ligados” e ela consegue, então, visualizar o fato ocorrendo em sua mente, ou seja, ela se visualiza dirigindo um carro.

Conforme o sentimento de crença surge, determinadas situações passam a ocorrer na vida dessa pessoa, determinadas situações, que, a princípio, eram impossíveis de acontecer, possivelmente. O vizinho chega e diz: “vou te ensinar a dirigir”, ou, encontra um vídeo muito instrutivo no YouTube, ou qualquer coisa do tipo, são só exemplos. As “portas” se abrem para essa pessoa.

Se a pessoa persistir, ainda, ela passa para uma etapa na busca de seu objetivo, que podemos definir como, experienciação. Ou seja, ela aplicará, então, na prática, todo o conhecimento adquirido, a princípio, através de fé e crença, respectivamente. A pessoa de fato, pega um carro e sai dirigindo por aí. No começo, obviamente, ela terá muitas dificuldades, como andar de bicicleta, mas, com o tempo esses obstáculos são superados e ela se capacita a dirigir um automóvel.

Quando então, com o passar do tempo e a aplicação inteligente do conhecimento adquirido, essa pessoa, de fato, conquista o seu objetivo, ela aprendeu a dirigir um carro. O que antes não passava de fé, uma crença sem embasamento em nada, apenas em desejo por aprender a dirigir um carro, transformou-se em sabedoria, sentimento.

Após todo esse processo, essa pessoa pode dizer: “EU SEI dirigir um carro, porque eu entro em um automóvel, e dirijo-o para onde eu bem entender”. É uma verdade irrefutável para essa pessoa. Suponhamos que alguém a aborde, e diga: “Escuta, essa história de dirigir carro não existe, vá fazer outra coisa. É viagem na maionese. Você é maluco. Se eu fosse você desistiria disso”. A pessoa, então, responderia: “Cara, que conversa é essa? EU SEI dirigir um carro, eu vim pra cá dirigindo. Aliás, estou dirigindo um carro agora, estou lhe dando uma carona não está percebendo”?

A entrevista:

Em 1959, a BBC entrevista Carl Gustav Jung. E, em um determinado instante, o entrevistador pergunta a Jung: “Você acredita em Deus?” Jung para e pensa, e logo vem a resposta: “EU SEI”.

 

Assista à entrevista de Carl Gustav Jung cedida a BBC em 1959.

 

Existem três tipos de pessoas neste planeta, as que sabem, as que desejam saber, e as que riem das outras duas. No final das contas, é uma simples questão de escolha, como tudo na vida. Sem julgar, nem criticar, apenas expondo fatos. Tenho um amigo ateu que já ajudou muita gente, inclusive a mim, graças a Deus.

À eterna busca pelo tal crescimento exponencial infinito em todos os aspectos da consciência.

Sobre André Buzata Soares

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