Metodologia do Medo Como Forma de Controle das Massas

Introdução:

O medo provoca duas reações no ser humano, paralisia e/ou fuga. A paralisia ocasionada pelo medo está diretamente ligada à zona de conforto. A fuga ocasionada pelo medo está diretamente ligada à autossabotagem. Essas reações então resultam de certa forma em um “efeito borboleta”, ou seja, uma reação em cadeia extremamente complexa.

O medo é, foi, e sempre será uma metodologia muito eficiente de controle de indivíduos e grupos, utilizado pelos líderes e governantes de civilizações antigas e modernas, e também, nos dias de hoje pelo sistema dominante vigente no planeta, o “poder”, com extrema eficiência.

O fato do “poder” ter o controle total de todos os canais de comunicação, mídia, entretenimento e afins, faz com que o mesmo tenha uma facilidade gigantesca de manipular, explorar, subjugar, ou seja, fazer qualquer coisa que queira, como, onde, quando, e como quiser, com qualquer grupo de indivíduos, nações e afins, do planeta Terra.

Escrevo “poder” entre aspas pelo simples fato de que poder mesmo, somente o Criador do universo possui. Esse “poder” estabelecido no planeta Terra é puramente ilusório, falso, temporal, e sua extinção é inevitável, basta que a base da pirâmide acorde e perceba essa realidade para que o “castelo de cartas” desmorone e a Terra possa finalmente ascender a uma esfera superior de paz e amor.

Mas infelizmente, parando para analisar a atual situação em que se encontra a humanidade no ano da graça de 2017, chega-se a conclusão de que o domínio estabelecido pelo “poder” é total e absoluto, isso levando em consideração somente a forma e eficiência de como essa metodologia do medo é aplicada na sociedade, sem levar em conta as diversas outras metodologias de controle que também são executadas com extrema eficiência.

A metodologia do medo:

A metodologia do medo como forma de controle das massas é aplicada de diversas formas na nossa sociedade, uma dessas formas é executada através da televisão. A televisão é um instrumento perfeito para hipnotizar as pessoas, posteriormente realizando uma lavagem cerebral, e pelo simples fato das pessoas terem se habituado a assistirem televisão o tempo inteiro praticamente, enquanto tiverem tempo livre, facilita ainda mais a execução da metodologia.

Mensagens subliminares, sejam elas visuais ou sonoras, são comumente transmitidas à população em geral, através da televisão. Isso não é segredo para ninguém, de fato, todo mundo sabe da existência de mensagens subliminares, mas as pessoas decidem ignorar esse fato por não acreditarem nos efeitos de tais mensagens ou simplesmente estarem tão atarefadas em suas rotinas que não tem tempo para pensar/estudar esse assunto, ou qualquer outro. O que nos remete a outra forma de controle das massas, a indução ao ócio mental, por assim dizer, o não pensar.

Podemos dizer que as formas de aplicação da metodologia do medo na população em geral são infinitas, somando isso com a inconsciência e ignorância do povo, ignorância tanto no sentindo de ignorar algo quanto no sentido de não ter conhecimento, faz com que a execução da metodologia, por parte do “poder”, ocorra de forma natural e fácil com extrema eficiência e com excelentes resultados.

Um exemplo bastante didático com o intuito de exemplificar uma determinada situação real de como pessoas reagiriam perante uma situação de medo. Um disparo com arma de fogo em uma praça pública. Algumas pessoas ficariam paralisadas e outras correriam, paralisia e fuga respectivamente. De fato, acredito que a maioria correria, isso tudo é uma reação comportamental de causa mental diretamente relacionada ao medo.

Jornais, filmes, programas diversos, comerciais, etc. Um exemplo bem simples. Jornal de notícias, o que é transmitido em um jornal de notícias? Morte, assalto, roubo, furto, corrupção, crise financeira, falência, sequestro, e assim por diante, ou seja, somente coisas negativas, em maior parte do jornal pelo menos. As pessoas que assistem jornal de manhã cedo já começam o dia com a sua dose de medo, para que elas se mantenham em constante estado de paralisia (zona de conforto) e fuga (autossabotagem).

 

Zona de conforto – paralisia:

Como resultado da ilusão proveniente de ego, ou seja, de medo, uma das reações comportamentais é a paralisia. A paralisia ocasionada pelo medo faz com que a pessoa fique literalmente estagnada em relação a si mesma, sua vida, e seu entorno.

Medo do sucesso, medo de ganhar dinheiro, medo de ser assaltado, medo do amor, ou como disse Mandela em seu discurso de posse em 1994 “… É a nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos assusta…”. Medos não faltam em nossa sociedade, e é importantíssimo que as pessoas entendam que isso foi implantado pelo sistema dominante vigente no planeta Terra, ou seja, o “poder”. Dito isso fica bastante clara a questão de que o “poder” é falso, que ele não passa de uma ilusão. Basta que as pessoas despertem de sua inconsciência para que isso acabe de vez e para sempre.

Outro fato triste é que as pessoas estão habituadas a sentirem medo o tempo inteiro, porque foi sempre assim desde suas infâncias, de certa forma isso se tornou natural em suas vidas, ao ponto de não perceberem que vivem o tempo inteiro com medo, é como se fosse um estado natural de consciência, o que não é, onde já não se sabe mais distinguir o que é real e o que é ilusão.

Quando uma pessoa desiste de abrir seu próprio negócio com medo de que não dará certo, ou medo do fracasso, ou do que outras pessoas irão pensar sobre mim. Ela está se sujeitando ao medo, a paralisia, e por consequência disso, desiste mesmo antes de sequer tentar abrir o negócio. Esse exemplo se aplica não somente em questões econômico/financeiras, mas em qualquer outro âmbito seja ele qual for.

O fato de uma pessoa desistir de seus sonhos sem ao menos sequer ter tentado algo, caracteriza com clareza a total eficiência da metodologia do medo no controle das massas. As pessoas fazem isso todos os dias, elas desistem de fazer algo de diferente em suas vidas, de arriscar, pelo simples fato de estarem com medo o tempo inteiro.

É muito mais fácil desistir e se conformar com a atual vida que se leva, e imergir de vez na zona de conforto, por mais desconfortável que seja, do que ter que enfrentar essa lavagem cerebral muito bem feita em nossa sociedade, isso é um fato. A questão aqui é como enfrentar isso então, se é tão difícil lutar contra tudo isso, considerando todas essas formas pelas quais a metodologia do medo é excelentemente aplicada, e também os outros métodos de controle?

A coisa fica pior ainda, por incrível que pareça, porque o efeito em conjunto de todos os métodos/metodologias de controle das massas que estão em execução na nossa sociedade atualmente resulta em um efeito sinergético, ou seja, exponencial em termos. O resultado disso é simplesmente um controle total e absoluto da população sem a menor probabilidade de libertação, pelo menos por conta própria.

 

Autossabotagem – fuga:

Autossabotagem está diretamente ligada à fuga que é um efeito de uma causa mental e ilusória proveniente de ego, medo. A identificação da autossabotagem, por vezes, é mais difícil do que a identificação da zona de conforto, pelo fato de que a autossabotagem, em alguns casos, encontra-se muito bem disfarçada em reações intensas de raiva e negação resultando em um forte sentimento de ansiedade na pessoa, fazendo com que ela se comporte com certa veemência em determinadas situações, e até mesmo de forma agressiva.

São reações bastante comuns levando em consideração o fato de que a pessoa se apresenta em um estado de fuga, ou seja, é um estado em que a pessoa já não possui equilíbrio emocional para raciocinar e chegar a uma conclusão lógica de como resolver determinada situação. A prioridade é sair do local ou resolver essa determinada situação o mais rápido possível, sem qualquer ou com pouca capacidade de racionalização sobre o que está ocorrendo em seu entorno.

Justificativas, vitimismo, negação, etc., são claros sinais de autossabotagem. Hoje não vai dar, o sol está muito quente, isso é só com você, transferências de responsabilidades, a culpa é do fulano, você estragou minha vida, detesto meu trabalho, eu não posso, eu não consigo, eu não sei fazer isso, etc.

A lista é infinita como o universo é infinito, o fato é que enquanto a pessoa permanecer nesta frequência de pura autossabotagem ela continuará se comportando de forma negativa e poderá ficar estagnada em sua graduação consciencial por um indeterminado período de tempo.

A autossabotagem por si só já pode ser um gigantesco problema na evolução da consciência do ser, agora, a situação fica ainda pior quando a autossabotagem atua juntamente com a zona de conforto. O resultado disso é catastrófico por se tratar de um efeito sinergético, ou seja, exponencial em termos. Eliminando qualquer possibilidade de libertação ou até mesmo de percepção de pelo menos uma dessas causas mentais ilusórias.

 

Conclusão:

É possível sim se libertar dessas amarras ilusórias que foram implantadas em nossa sociedade, o primeiro passo para aquele que ainda não conquistou isso, é fazer uma análise de sua vida, o que pensa, o que sente, como se comporta em determinadas situações, ou seja, tentar identificar a zona de conforto e a autossabotagem. A ajuda de um profissional competente (psicólogo, psicoterapeuta, psiquiatra, etc.) é muito bem vinda, mas a pessoa deve entender que essa libertação só ocorrerá se ela decidir isso, mesmo, e fizer o que precisa ser feito para que isso ocorra.

Algo importantíssimo que as pessoas precisam entender é que o domínio total e absoluto estabelecido pelo “poder” em nossa sociedade, só existe por culpa das próprias pessoas, que se permitem serem controladas e manipuladas com pouca ou nenhuma resistência. Em outros termos, o Brasil é o que é por causa de quem? Do próprio povo. Uma nação corrupta é o reflexo de uma população corrupta. Portanto, enquanto as pessoas não reagirem perante essa situação, o “poder” permanecerá no controle por um período indeterminado.

À eterna busca pelo tal crescimento exponencial infinito em todos os aspectos da consciência.

Sobre André Buzata Soares

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