Zona de Conforto e Dinheiro – Uma Combinação Catastrófica

Introdução – O “rico” e o “pobre”:

Uma pessoa que nasce em uma família abastada financeiramente, por conseguinte, terá tudo do bom e do melhor que a sua família possa lhe oferecer, pelo menos em termos de matéria. Geralmente, esse seria o comportamento comum dos pais desta criança, como o de qualquer outra família que ame seus filhos, dar o melhor que puder a eles conforme seus recursos e disponibilidade.

Levando-se isso em consideração, aquele que nasce em uma família com um determinado poder aquisitivo, é abastecido de bens materiais desde sempre e tem a oportunidade de experienciar a vida terrena com muito mais conforto do que os demais. Já aquele que nasce em uma família humilde financeiramente, terá que passar por determinadas situações em sua vida para que consiga conquistar esse conforto, pois, sua família não o proverá com tal coisa.

A princípio, tem-se a impressão de que aquele que nasceu “rico” se encontra de certa forma, na sua atual existência, em uma situação vantajosa em comparação ao que nasceu “pobre”. Essa é uma conclusão lógica e racional para aquele que, justamente, raciocina em termos de matéria, ignorando as infinitas variáveis ocultas que regem todo o universo.

Levando-se em conta essas determinadas variáveis ocultas, percebe-se então que nada é por acaso, ou seja, o fato dessas pessoas estarem experienciando suas atuais vidas como estão, nada mais é que consequência de suas próprias escolhas e partindo do princípio de que há consenso em relação a isso, a situação muda de perspectiva rapidamente.

Em outras palavras, essas pessoas escolheram experienciar suas atuais vidas como estão. Seja de forma consciente ou não, sabendo disso ou não, acreditando nisso ou não, irrelevante. Tudo é uma questão de escolha no final das contas. A escolha sendo consciente ou inconsciente, não altera o fato do universo ser 100% democrático, livre arbítrio.

Aprofundando na questão:

O dinheiro é irrelevante em termos de graduação consciencial. Não quero dizer que o dinheiro não tem valor, muito pelo contrário, dinheiro é muito bom. Refiro-me a evolução espiritual, que deve ser analisada sob um ponto de vista amplo da existência como um todo. Em outras palavras, analisada em termos de eternidade, porque é assim que o universo “pensa”.

O fato de uma pessoa ter nascido em uma família “rica”, não a põe em vantagem alguma, sob aspecto algum, em relação à pessoa que nasceu em uma família “pobre”. Escrevo “rico” e “pobre”, entre aspas, justamente, para tentar expressar a irrelevância do dinheiro em comparação com o que realmente é importante, nesse caso, a graduação consciencial.

Acontece que, na verdade, dependendo da situação a pessoa da família “rica” pode até estar em uma determinada desvantagem à pessoa da família “pobre”. E esse é o ponto x da questão. Pode-se resumir isso no título dessa postagem, zona de conforto e dinheiro – uma combinação catastrófica.

 

A combinação catastrófica:

A zona de conforto está impregnada em nossa sociedade, tão impregnada que chega a ser inacreditável o esforço e os absurdos que as pessoas fazem para se manterem imersas na zona de conforto, por mais desconfortável que seja. E quando eu digo as pessoas, obviamente, estou me incluindo também na questão.

Quando alguém que se encontra imerso na zona de conforto ganha algum dinheiro, aí pronto. Essa pessoa que já não estava fazendo nada em prol de sua própria graduação consciencial, não irá fazer mais nada agora, literalmente nada. A não ser se envolver com determinadas atividades que não irão acrescentar nada ao seu ser, ou seja, a pessoa irá ocupar todo o seu tempo envolvido com questões de puro entretenimento e lazer, negligenciando praticamente de forma total e absoluta a sua espiritualidade. E essa é a combinação catastrófica, o que justifica, de certa forma, o porquê dessa definição.

 

Conclusão:

Pra reforçar, dinheiro não é ruim, muito pelo contrário. Quando escrevo “ganha algum dinheiro”, me refiro a uma situação hipotética em que uma pessoa, imersa na zona de conforto, consegue por decorrência de algo, ganhar uma graninha, e se atola de vez na zona de conforto. Isso se aplica, também, à pessoa que nasceu em uma família “rica”.

Grandes empresários não ganham dinheiro, eles conquistam dinheiro, e é por isso que são grandes empresários. Em outras palavras, pessoas que se encontram fora da zona de conforto sabem muito bem o que querem, e despendem o máximo de seu tempo e energia na busca daquilo que desejam, e por consequência deste comportamento, conquistam suas metas e objetivos.

Independentemente de uma pessoa ter nascido em uma família “rica” ou de ter ganhado uma graninha. O fato é que a combinação de zona de conforto e dinheiro é catastrófica em termos de graduação consciencial. Isso é algo para se refletir sobre, e analisar sob um aspecto amplo, abrangendo a questão como uma coisa só, em termos de longo prazo.

Levando-se em conta o contexto que está sendo passado nesse texto. Será que na minha atual situação, se eu ganhar na Mega-Sena, até que ponto isso seria considerado positivo para mim?

À eterna busca pelo tal crescimento exponencial infinito em todos os aspectos da consciência.

Sobre André Buzata Soares

À eterna busca pelo tal crescimento exponencial infinito em todos os aspectos da consciência.

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